Sapo Rei vivia no seu brejo. Sempre molhado, abafado e cheio de vida . As moscas zunindo de um lado para outro. Borboletas, mariposas e lagartas e outras criaturas vivendo em aparente harmonia, um lugar um pouco hostil para outras criaturas, mas muito confortável para seus moradores. A vida na realidade era um pouco breve, principalmente para os menores e mais desafortunados, mas mesmo assim era muito boa.
A princesa Nayara queria se casar, mas nenhum pretendente a despertava para o amor. Sabia de suas obrigações para com o reino e como as coisas funcionavam. Se em breve não encontrasse um príncipe para se comprometer, seus pais escolheriam alguém e teria que se resignar. Era um pequeno preço a pagar para uma vida poupada das preocupações mais mundanas.
Assim, procurou uma velha feiticeira no reino para pedir aconselhamento e quem sabe uma solução. Explicou que nenhum dos princípes disponíveis nos reinos vizinhos lhe agradavam. Os mais interessantes, de fato, já eram comprometidos.
A velha feiticeira concedeu um encanto a Nayara, ela poderia escolher uma criatura da floresta e um beijo transformaria a criatura no princípe que ela tanto desejava.
A jovem princesa achou que sua busca seria fácil, mas não foi. As criaturas da floresta sentiam o cheiro do encantamento da velha bruxa ao redor dela e fugiam desesperadamente. Todos os dias saía pela floresta, mas não conseguia chegar perto de nenhum ser vivo.
Cansada, após caminhar muito numa tarde no fim do outono , procurando por um bichinho que ela tivesse coragem de beijar e que permitisse que ela se aproximasse, chegou ao brejo, deitou-se na relva e cochilou.
Sapo Rei ficou curioso e aproximou-se da humana, chegou bem perto de seu rosto, Nayara abriu os olhos, entendeu o que estava acontecendo e não perdeu a oportunidade, deu lhe um beijo, rápido, atrapalhado, violento e eficaz.
Assim, Sapo Rei foi transformado em um princípe encantado. Entretanto, os traços anfíbios de nascença não foram apagados. O novo humano tinha cabelos ralos, olhos grandes e uma língua comprida, nariz e orelhas pequenas. Braços e pernas cumpridos e finos. Embora fosse magro, tinha uma bochecha grande e uma barriga saliente. As más línguas diriam depois que o futuro consorte era feio como um sapo. Nayara não deu importância aos pequenos defeitos, estava tão feliz que o feitiço dera certo, achou-o lindo, já estava também apaixonada pelo seu novo namorado. Levou-o ao castelo e apresentou-o a sua família.
Ante a necessidade de ter um nome que soasse humano, Sapo Rei pediu para ser chamado de Sappus Hex. As primeiras semanas foram muito interessantes. Era uma delícia conhecer o mundo dos humanos, com suas roupas suntuosas, com a sua linguagem elaborada e o mais interessante de tudo, sua comida, farta e deliciosa, com uma grande nuance de sabores e aromas.
Sapux Hex jamais tinha feito uma grande jornada em sua vida, nunca tinha se distanciado das águas em que nascera e estava vivendo uma nova vida encantada.
Passadas as semanas iniciais, cheias de novidades e deslumbramentos, Sappus não conseguia entender a complexidade da vida humana.
Tanta engenhosidade no domínio de inúmeras técnicas demonstrava o intelecto superior dos homens: edificações, estradas, agricultura, navegação, escrita, música, poesia,etc.
De outro lado, não conseguia ver esta inteligência toda nas soluções dos pequenos problemas do dia a dia.
Não entendia por que tinha que usar roupas e sapato desconfortáveis. Sorrir para pessoas que não gostavam dele, acordar e dormir em horários estabelecidos por outras pessoas e que não representavam as verdadeiras necessidades dele. A própria comida que deveria ser fonte de força e prazer, era fonte de contradições, críticas e controvérsias. Nunca podia comer o que queria, na hora que queria e na quantidade que queria.
As relações com as outras pessoas eram mais complicadas ainda, havia regras sobre o que dizer e o que não poderia dizer que o deixavam confuso. Tinha a impressão que falar exatamente o que estava pensando era errado e inadequado. As pessoas pareciam mentir frequentemente, seja por necessidade, por obrigação, por maldade, por suposta bondade, por hábito ou até para conseguir alguma coisa de volta.
A doce Nayara era sua companheira de todas as horas, ela realmente gostava dele, cuidava dele, servia como amiga e o guiava em toda esta nova jornada. E ele retribuia todos estes cuidados e todas as maravilhas da nova vida com uma sincera gratidão e aos poucos, com amor.
Sappus Hex dormia em uma cama de príncipe, fazia as refeições de um príncipe, passeava como um príncipe e cumpria as obrigações de um príncipe. Era namorado de uma princesa em uma corte que lhe respeitava. Mas não estava feliz, tinha saudades de coisas simples da vida, do seu brejo, de suas moscas, dos pés descalços, da nudez e da água fria. Tinha saudades de ser quem ele era de verdade.
O amor que compartilhava com Nayara era verdadeiro, mas ele não era uma pessoa de verdade, era apenas um sapo travestido de gente por um ato alheio a sua vontade. Por dentro, ele sempre foi e continuava sendo um sapo e o que era pior (ou melhor), ele queria mesmo era ser um sapo. O amor era uma coisa muito boa, mas, para ele, não estava acima de todas coisas, o amor não podia estar acima do ser que ele realmente era.
Numa manhã no começo da primavera, quando os dias frios já tinham ido embora, pediu que Nayara o acompanhasse até o brejo, sentaram-se na relva onde havia ocorrido o primeiro beijo que o enfeitiçou, abriu seu coração para sua amada e disse que precisa voltar para onde tinha partido. Devolveu o beijo que tinha recebido, desfazendo o encanto que jamais tinha pedido e voltou a ser o Sapo Rei. Melhor reinar em um brejo, do que principar em um castelo.
Nayara ficou impressionada, nunca imaginou que alguém poderia abrir mão da vida da corte por qualquer outro motivo. Procurou a velha feiticeira e pediu para ser transformada em um sapo. A velha sorriu de forma enigmática, jamais alguém havia lhe pedido para ser amaldiçoado voluntariamente e realizou o desejo da jovem princesa.
Assim, Nayara tornou-se a Sapa Rainha do Brejo. Junto ao seu Sapo Rei, teve uma vida longa e feliz, uma prole imensa que eles não precisaram amar ou cuidar por que seus filhos já nasceram independentes e donos do próprio oríficio nasal. Mesmo assim eram felizes pois tinham certeza que tinham cumprido uma importante missão.
Sapa Rainha surpreendeu-se ao encontrar a felicidade no brejo, tão longe dos confortos e obrigações que vivia na Corte.
Viveram juntos por muitas estações do ano. Certa vez, um Tinguaçu matou e comeu o Sapo Rei. A Sapa Rainha ficou desolada por um tempo , mas logo depois encontrou um novo companheiro que jamais substituiu seu amado, mas consolou seu coração frio até o fim dos seus dias. Jamais olhara para trás e nem se arrependera de suas escolhas.
segunda-feira, 27 de maio de 2019
quinta-feira, 16 de maio de 2019
Narciso High-Tech
Narciso era filho de Cefiso e Liríope. Ao nascer, seus pais consultaram a vidente Tirésias para saber o futuro e quem sabe buscar alguma orientação para sua educação.
Tirésias revelou ao casal que seu filho teria uma boa vida desde que ficasse longe da internet.
Narciso era um menino lindo e uma criança feliz. Por algum tempo, os pais até pensaram seguir o conselho da vidente. As pessoas podem até acreditar que uma vidente acertará seu futuro, mas deixar uma vidente dar palpite na educação do próprio filho, já é demais. Tais pensamentos não se tornaram ações concretas.
Passados alguns anos, Narciso ganhou seu primeiro smatphone e ficou deslumbrado.
As palavras da vidente, tanto tempo atrás haviam se perdido; de outro lado, o mundo se tornara muito mais complexo e muito dependente da tecnologia. Quase ninguém escapa das coisas próprias da era em que vive.
Narciso submergiu naquele mundo rapidamente. Abriu uma conta no Facebook e embora já estivesse acostumado com a própria beleza, a reação das pessoas às suas fotos funcionou como um clique dentro de sua cabeça. Sentimentos dormentes despertaram naquele dia. Uma sensação completamente nova lhe encheu de alegria e ansiedade.
Primeiro, recebeu elogios de avós e tias, depois de amigas e conhecidas. E achou aquilo muito bom.
Não se contentou apenas com o Facebook, explorou ainda mais aquele pequeno mundo que cabia em uma caixinha: Whatsapp, Instagram, Twitter, Reddit, Picasa, Tinder, etc ...
E assim, começou a passar boa parte do seu tempo, colocando fotos suas com vários sorrisos, biquinhos, poses e roupas. Passava horas olhando para a pequena telinha, esperando a reação das pessoas.
Aos poucos, sua audiência enjoou e não lhe dava a atenção que ele achava que merecia.
Aquilo lhe deixou muito triste e ansioso, mas resolveu ir a luta. Gostava da atenção e dos elogios que as pessoas lhe dedicavam, queria mais e buscaria mais. Assim, aumentou suas postagens, estas não se restringiam mais apenas ao seu belo sorriso em seu rosto perfeito. Começou a postar os lugares que frequentava, as comidas que comia, as roupas que comprava, os companheiros dos passeios, as paisagens e até mesmo algumas garotas e garotos com quem saia, quer dizer, apenas os mais bonitos e interessantes para falar a verdade.
Um dia começou a se importar com algumas críticas sobre a superficialidade de quem expõe a própria vida na internet, mas resolveu rapidamente o conflito, começou a pesquisar citações que lhe parecia inteligentes, de autores que nem sabia direito quem eram e as acrescentou em suas postagens. Destarte, além de bonito, começou a ser reconhecido como uma pessoa culta, sábia e bem humorada. E continuou a achar aquilo muito bom.
Narciso começou a passar muitas horas do seu tempo livre naquele mundo virtual e passou a ver menos pessoas, conversar com menos gente e fazer menos coisas.
Para ele, era um pequeno preço a se pagar, tinha uma necessidade muito grande de chamar a atenção daqueles que lhe dedicavam alguns cliques e comentários todo dia. Conversar com pessoas no mundo físico era uma coisa que lhe aborrecia, no mundo virtual podia sempre decidir qual o assunto que seria tratado.
Aprendeu a brincar com um editor de imagens. Que coisa maravilhosa, com um pouco de esforço ele conseguiu mudar sua realidade. Conseguiu criar fotos em que estava mais bonito, mais chique e mais bem arrumado. Fazia postagens em que aparecia em restaurantes em que nunca esteve, em lugares que nunca visitou e com pessoas bonitas e charmosas, as quais nem sabia quem eram.
Narciso ficava inebriado com o sucesso que havia conquistado nas redes sociais, achava tudo aquilo engraçado, de vez em quando ouvia alguma reflexão sobre perfis falsos na internet, e ficava horrorizado com a falta de ética alheia.
De qualquer modo, como dedicava tempo exagerado ao seu alter ego virtual, preferiu viver de forma mais reclusa e reservada. Não queria que ninguém apontasse as incongruências de sua vida física com sua vida virtual. Aliás, para ele, a vida virtual era a real, aquela que refletia tudo o que merecia e tudo que as pessoas deviam saber sobre a verdadeira pessoa que era.
Sempre ficou incomodado com seus seguidores, embora não fossem poucos, eram sempre as mesmas pessoas que lhe davam atenção e comentavam suas postagens. Achava que seus esforços não eram devidamente reconhecidos, às vezes olhava suas postagens antigas, cheias de mensagens otimistas, bem intencionadas e de bom gosto. E ficava frustrado, queria que toda aquela luz irradiasse para outras vidas, que outras pessoas lhe dissessem bom dia e comentassem suas mensagens alegres.
Certo dia, ao navegar na internet, descobriu que poderia comprar seguidores. Sim, com apenas um cartão de crédito e algumas centenas de reais poderia encher suas páginas nas redes sociais de seguidores, de um dia para o outro.
Ficou encantado, Narciso gastou uma pequena fortuna, mas amanheceu com milhares de amigos, e aquilo lhe encheu de profunda alegria e satisfação. Finalmente, quem visitasse suas páginas descobriria como ele era verdadeiramente amado.
E fez tudo isto por amor. Ele queria ser amado, queria ser elogiado, queria ser reconhecido, queria cliques e likes e finalmente depois de tanto trabalho, trabalho duro em que tinha investido tempo, dinheiro e paciência, estava conseguindo o reconhecimento que ele tanto sonhava.
Sonhava com aquilo obsessivamente: dedos grandes ou pequenos, curtos ou cumpridos, lisos ou enrugados, macios ou calejados, secos ou suados em telas pequenas ou grandes, baratas ou caras, reafirmando o que sempre soube, que era bonito, bom, justo, engraçado e inteligente e que merecia tudo de bom que tinha e que o universo lhe deveria dar lhe muito mais. Todos deveriam reconhecer como era um cara legal, que deveriam amá-lo cada vez mais, mais até mesmo do que todas as outras pessoas que conhecia.
Ás vezes, Narciso pensava que deveria fazer outras coisas, mas não conseguia tirar os olhos daquelas telas e daqueles contadores. Narciso queria sempre mais. E com avareza, Narciso contava e recontava diariamente, seus cliques, seus likes e seu número de seguidores.
E esta foi a Não Vida que Narciso escolheu para si, esta foi a Não Vida que Narciso teve, e esta foi a Não Pessoa que Narciso se apaixonou, aquela Não Pessoa sempre bela, feliz, rica, altruísta, cheia de amigos, sorrindo, com uma bela mensagem para todas as ocasiões... Era apaixonado por aquele Não Ser que havia criado e que merecia toda a dedicação que ele pudesse dar.
E naquele lago feito de códigos binários disfarçado como uma telinha brilhante, afogou-se... E foi ali, que ele perdeu toda a sua vida em um Não Viver... E provavelmente, morreu sem perceber que não tinha vivido. E dali, nenhuma Flor surgiu.
sábado, 11 de maio de 2019
A Pedra
Era uma vez uma fada da floresta que sonhava tornar-se uma Fada Madrinha.
Em seus sonhos, ser uma Fada Madrinha é a melhor coisa que lhe poderia acontecer.
Ela poderia ter uma afilhada, alguém que ela poderia abençoar e encher de alegrias.
E toda a alegria que ela depositasse em sua afilhada a encheria de amor.
Toda iluminação naquela vida retornaria para ela e a faria mais feliz ainda.
Por um momento, alguma coisa lhe pareceu errada nesta idéia, mas logo ela afastou estes pensamentos sinistros, o que poderia haver de errado em amar outro ser e enchê-lo de alegrias, presentes e bençãos?
Assim, a pequena Fada da Floresta afastou este pensamento e continuou sonhando com o dia que se tornaria madrinha.
Os anos se passaram e uma Camponesa que colhia frutos na floresta encontrou a Fada, aquele pequeno ser com olhos arregalados e escuros, um queixo triangular, cabelos pretos e asas enormes de borboleta e ansiosa para alguém que lhe desse significado para a sua vida.
A Camponesa confessou a pequena fada que estava grávida e que ficaria muito feliz se esta aceitasse ser madrinha de sua criança.
E a Pequena Fada ficou jubilada, radiante e aceitou o pedido.
Finalmente, não seria apenas um ser mágico da floresta, ela seria um ser mágico com um objetivo, com uma meta, uma missão, finalmente teria alguém para amar e para lhe agradecer, ops, reconhecer toda a sua bondade.
Os primeiros anos foram fáceis e felizes, a pequena bebê de olhos claros e bochechas rechonchudas foi nomeada Pietra.
Ao nascer, a Fada Madrinha lhe deu um lindo vestidinho azul com muitas flores da floresta estampadas. A Camponesa agradeceu, mas pediu que fosse acrescentado um grande e belo laço no vestido, no que foi prontamente atendido pela madrinha debutante.
No dia do primeiro ano da pequena Pietra, a Fada Madrinha trouxe um delicioso bolo de mel para sua afilhada, a Camponesa pediu que lhe fosse acrescentado uma cobertura de calda de laranja, no que foi prontamente atendida.
E assim, o tempo passou, como costuma acontecer: os dias se arrastavam lentamente, cheios de afazeres e obrigações e os anos corriam rapidamente em um piscar de olhos.
Pietra já vivera 14 primaveras e em breve se tornaria uma moça de 15 anos. Sua Fada Madrinha trabalhou arduamente para lhe preparar uma boa festa.
Mágica Boa. como todas as coisas da vida, exige esforço, dedicação e muita energia.
Mágica Boa só parece acontecer em um piscar de olhos para aqueles que não estão prestando atenção de verdade. Para aqueles que ficam sempre deslumbrados com o destino final, mas não prestaram atenção aos percalços que os peregrinos encontraram em seu caminho.
Semanas antes do grande dia, a Fada Madrinha conversou com sua afilhada para trocar ideias sobre o evento sonhado. Pietra praticamente não gostou de nada do que lhe foi oferecido, exigiu uma festa maior, com mais músicos, mais comida e mais convidados. E assim foi feito.
Aos 16 anos, Pietra pediu um namorado para sua Fada Madrinha. A Fada Madrinha havia lhe preparado um bom rapaz, honesto, trabalhador, apaixonado e capaz de fazê-la feliz. Pietra não aceitou, tinha que ser nobre, bonito, muito rico e muito obediente. E assim foi feito.
Aos 17 anos, seu nobre pretendente começou a construir uma bela casa para que vivessem no futuro. Pietra pediu a intervenção de sua Fada Madrinha, não queria uma casa, queria um grande castelo com muitos cômodos, com móveis luxuosos e uma criadagem enorme. E assim foi feito.
Aos 18 anos, Pietra ficou noiva do seu pretendente, mas pediu que sua Fada Madrinha providenciasse um anel maior e com mais diamantes para celebrar aquela data. E assim foi feito.
Aos 19 anos, a Fada Madrinha não estava mais feliz, Os últimos anos tinham sido difíceis, tinha que viver em prol dos desejos de sua afilhada, sua floresta estava cada vez mais descuidada e todo seu poder e mágica era voltado a coisas mundanas, lembrava-se vagamente da alegria que era viver em harmonia com as criaturas e entes que habitavam seu lar e de fazer pequenos atos de bondade que traziam grande alegria para os seres da floresta, sentimento este que ela não dava muita atenção antigamente, mas que estranhamente, estava lhe fazendo falta.
Pietra veio lhe procurar com seus planos grandiosos para o casamento que finalmente se aproximava, a Fada Madrinha respirou fundo e finalmente entendeu tudo o que estava acontecendo, o que tinha que ser feito e dito:
-Menina dos Infernos, Mimada, Ingrata e Sem Limites. Cansei-me de você e deste seu Poço Sem Fundo e Insaciável de Desejos. Vá a Merda!!!
Então, transformou sua afilhada em uma Pedra. Sentiu a leveza de finalmente ser livre pela primeira vez na vida, não era mais escrava do sonho de ser Fada Madrinha e não era mais escrava dos desejos de sua protegida e foi ser feliz para sempre, não o sempre das estórias infantis, mas o Sempre que lhe fosse possível.
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